sábado, 9 de junho de 2012

Absolutismo monárquico 
Em termos de definição, o Absolutismo Monárquico foi o fenômeno político do apogeu do Estado Nacional, no qual a autoridade dos reis não conhecia limites institucionais.
Deste período, destacam-se três teóricos (filósofos “de fora” que observavam e analisavam os acontecimentos): Maquiavel,Thomas Hobbes e Jacques Bossuet.
Maquiavel escreveu, em Florença, no séc. XV,“O Príncipe”, uma espécie de manual entregue como presente ao rei, justificando a autoridade do Príncipe (simbolizando o Rei) como premissa da ordem, onde “os fins justificam os meios”, dizendo, entre outros, que o rei deve ser amoral” (e não imoral), sendo proibido e condenado pela Igreja por “ensinar os homens a tomar as rédeas do mundo”, algo até então designado pela igreja (filosofia escolástica).
Jacques Bossuet era um religioso que fazia parte da corte de Luiz XIV, o Rei-Sol francês (vide imagem acima), e organizou a chamada “Teoria do Direito Divino” (o modelo clássico), se baseando na preposição de que, se a ordem era promovida por Deus, e se Luiz XIV estabelecia a ordem, então Luiz XIV era um enviado divino.
Thomas Hobbes, talvez o mais complexo dos três, foi um inglês que fez parte da escola jusnaturalista, cujo pensamento era proveniente do Estado de Natureza – um cenário hipotético da vida humana sem a presença de ordem, conhecimentos ou líderes, em seu estado mais cru, sem noção de “nada”, aparecendo este como um ser brutal, egoísta, não conhecedor de limite algum. Hobbes afirmou que “o homem é o lobo do homem”. Por tal, afirmava que o homem deveria ser controlado, preso, subordinado, e que os homens, conscientes disso, deliberadamente abriam mão de sua liberdade para que a ordem se mantivesse através da presença de um poder absoluto, que ele chamou de Leviatã, o chefe de Estado – Rei – que estabelecia limites, lei e ordem, salvando o homem de si mesmo em seu “Estado de Natureza”. Assim, justificou deste modo o Absolutismo como forma de superar o caos do Estado de Natureza.
Obs: A Revolução Francesa ocorreu por volta de 100 anos antes das demais: o rei deixou de manter a ordem, perdendo assim a “imagem divina”, tornando-se então vulnerável ao julgamento dos homens.
Luiz XIV, o Rei Sol, na França

Teorias do absolutismo

Durante os séculos XVI e XVII, diversos pensadores buscaram justificar o poder absoluto dos monarcas. A principal obra de Nicolau MaquiavelO príncipe, escrita para responder a um questionamento a respeito da origem e da manutenção do poder, influenciou os monarcas europeus, que a utilizaram para a defesa do absolutismo. Maquiavel defendia o Estado como um fim em si mesmo, afirmando que os soberanos poderiam utilizar-se de todos os meios - considerados lícitos ou não - que garantissem a conquista e a continuidade do seu poder. As ações do Estado são regidas, sobretudo, pela racionalidade.
Jean Bodin, sua obra foi Os seis livros da República, associava o Estado à própria célula familiar, colocando o poder real como ilimitado, comparado ao chefe de família.
Jacques-Bénigne Bossuet, contemporâneo de Luís XIV, foi um dos maiores defensores do absolutismo e, simultaneamente, do "direito divino dos reis"; em sua obra Política Segundo a Sagrada Escritura, afirmava que a Monarquia era a origem divina, cabendo aos homens aceitar todas as decisões reais, pois questioná-las transformá-los-ia não somente em inimigos públicos, mas também em inimigos de Deus.
Thomas Hobbes, autor de Leviatã, proclamou que, em seu estado natural, a vida humana era "solitária, miserável, desprezível, bestial e breve"; buscando escapar da guerra de todos contra todos, os homens uniram-se em torno de um contrato para formar uma sociedade civil, legando a um soberano todos os direitos para protegê-los contra a violência. Hobbes defende a teoria de que um rei só poderia subir ao trono pela vontade do povo e não pela vontade divina. A Monarquia é justificada pelo consenso social.
Hugo Grotius é considerado um dos precursores do direito universal, pois defendia que, se todos os países adotassem o Absolutismo, seria possível se estabelecer um sistema único de legislação. Sua principal obra foi Direito de Paz e de Guerra


Bibliografia (sugestões de leitura sobre o Absolutismo):
O Absolutismo (Coleção Tudo é História)
  Autor: Lopes. Marco Antonio
  Editora: Brasiliense
O Antigo Regime
  Autor: Hespanha, Antonio Manuel
  Editora: Ática



Filme sobre o Absolutismo:
- O Absolutismo - A Ascenção de Luís XIV  Ano: 1966
  Direção: Roberto Rossellini
  Gênero: drama



Conclusão
 o Absolutismo Monárquico foi o fenômeno político do apogeu do Estado Nacional, no qual a autoridade dos reis não conhecia limites institucionais.Deste período, destacam-se três teóricos (filósofos “de fora” que observavam e analisavam os acontecimentos): Maquiavel, Thomas Hobbes e Jacques Bossuet.


Bibliografia


Nome:Bruno Moura R. dos Santos N°9  Série 2°B  escola:E.E Prof Lourival Gomes Machado